Tenho a dizer-vos que para mim AuPair é uma profissão, tentei várias vezes pertencer à familia e por várias vezes falhei. Não dá...
Se me pedem para fazer isto ou aquilo, se me pagam ao final da semana. Não é com 22 anos que vou fazer parte de outra familia, especialmente quando tenho muitas criticas. Infelizmente são mais as queixas que os elogios.
De qualquer das formas, acho que é como qualquer emprego, se não trabalhamos por conta própria nunca seremos felizes naquilo que fazemos, e já assim sabe deus!
Portanto aqui vai o feedback:::
- cheira-me que esta familia tem mais para dar do que aquilo que oferece (questões financeiras), no entanto gosta de guardar o tostãozinho bem guardadinho no bolso.
- um bom ponto a meu favor, ando a conduzir de borla e a ganhar novamente experiência o que é fantástico. Após 3 dias de experiência passado 4 meses, sinto-me confiante.
- o cão é super adorável e até ao momento é o mais leal a mim. Faz tudo o que lhe digo.
- O casal em si é stressante, estão constantemente em desacordo. Enquanto a mãe exige simples coisas mas exige que sejam feitas, como dar a ferro. É essencial para ela visto que não tem tempo e supervisionar as crianças (afinal de contas é isso que uma au pair faz, toma conta de crianças). O pai exige que limpe a casa, o pó, aspire, limpe as casas de banho, leve o cão à rua, praticamente para ele sou tudo, babysitter e empregada de limpeza. Não pode ser... mas enfim. Para já vou deixar andar...
- Toby, o miúdo mais novo é muito mimado, chora por tudo e por nada e confesso que a paciência esgotasse-me muito facilmente. Só faz as coisas a eito da mãe e do pai e sinceramente se vou ficar pelo menos com ele um dia tem de começar a obedecer-me.
- Charlie, o miúdo mais velho creio que já tenho uma ligação com ele que com o Toby ainda não consegui. Só espero não virar um contra o outro, com isto só quero que um puxe pelo outro... a ver vamos como se desenrola a situação.
- Em várias ocasiões já me senti ignorada e de parte por parte dos pais... não só em casa (mas também) como em ocasiões em que vamos levar os miúdos a qualquer lado, por exemplo no outro dia fui levá-los à piscina com a mãe e esta foi sentar-se noutra ponta do banco para falar com a melhor amiga. E só no final, à despedida, resolveu apresentar-nos. Acho que não se faz. Se querem que faça parte da familia assim não vão longe...
E como vêm só estou bem a queixar-me mas a verdade é que estou a fazer isto um pouco contrariada. Embora de dia para dia diga para mim mesma, é preciso, ganhas experiência, dinheiro, estás em casa de borla, passeias o cão e o carro e ainda te queixas? Melhor não pode ser. Enfim, pode.. mas de momento não dá.
Talvez daqui a alguns meses. Decididamente daqui a alguns meses!
E vamos lá limpar a casa que o senhor pai encontrasse por casa e já me deu a dica várias vezes... arre, santa paciência.
Bom Dia Gente ;)
x